Crítica de O Esquema Fenício (2025): Wes Anderson retorna com mais uma obra visualmente marcante, mas que levanta dúvidas sobre a originalidade de sua fórmula. Lucas Peraro analisa os acertos e limitações deste novo capítulo da filmografia do diretor.
Sinopse
O magnata Zsa-zsa Korda sofre mais um acidente aéreo, mas logo se recupera. Ao voltar para casa, ele decide nomear sua filha, uma freira, como única herdeira de sua fortuna. Os dois então embarcam na consolidação de um novo empreendimento, que se torna alvo de espionagem industrial, intrigas, ataques terroristas e assassinos.

🗣️Lucas Peraro
“O Esquema Fenício” é mais uma adição sem grande inspiração para a muito boa filmografia de Wes Anderson. Dá pra falar que é um filme ruim? Eu acho que não. Mas fato é que Wes Anderson parece estar em um piloto automático.
É mais um filme com suas temáticas, personagens e humor peculiares, já tradicionais do diretor. Além de um grande elenco, a fotografia perfeitamente simétrica e com cores vibrantes e chamativas, óbvio.
Foi uma obra que me divertiu, não vou negar. Apesar de ser um estilo que já estamos bem acostumados e por vezes parecer cansativo, gosto de um diretor que permanece com seu estilo tão próprio — é como comer um arroz e feijão bem temperado: pode não ser uma refeição completa, mas te faz sentir bem.
Está longe de ser um dos melhores do diretor e acho sim que ele precisa trazer um frescor novo para sua filmografia, como já fez anteriormente, mas segue sendo uma refeição que tem seu charme.
🗣️Nuno Tavares
Seu projeto anterior lançado no cinema (Asteroid City) é divertido e consegue contar uma boa história. Ao contrário do esquema fenício, consegue ser divertido em várias partes; porém, a história parece mais do mesmo que já vimos nos filmes de Wes Anderson. Parece tudo tão sem alma, muito repetitivo, sem algo novo em seus filmes para as pessoas verem. O visual continua bonito, junto com a fotografia.
🗣️Vitor Gatsby
Através de enquadramentos bonitos e uma história narrativamente contada daquela forma que o diretor adora abordar, sinto que essa última obra lhe falta essência. Sinto que vejo algo bonito, mas não tão cativante e agradável textualmente falando.
Longe de ser seu melhor filme, mas também longe de ser seu pior, temos um longa com uma proposta muito mal estabelecida — mas ela existe, e isso já é primordial. Gosto das atuações, que fogem do que achamos ser caricato e se aproximam de algo de grande primor.
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