O novo filme de Guillermo del Toro chega à Netflix depois de uma rodagem em festivais e com sessões antecipadas no cinema.
Sinopse:
Um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.

Visto Na 49⁰ Mostra Internacional De Cinema De São Paulo
Crítica Feita Por Nuno Tavares
Guillermo del Toro consegue construir monstros de formas peculiares sem perder sua identidade ou encanto por eles. Isso se prova em seus projetos anteriores, como “O Labirinto do Fauno”, “A Forma da Água” e “Beco do Pesadelo”. Além disso, o diferencial de Del Toro é a ambientação da época, que é feita com maestria em todos os seus projetos, e o cuidado com os detalhes. Com “Frankenstein”, não poderia ser diferente.

O cuidado na construção de cenários é espetacular, além da belíssima fotografia, que consegue ser visível até mesmo nos momentos mais escuros do filme. Jacob Elordi consegue fazer a melhor atuação de sua carreira, mostrando o verdadeiro lado da história. Porém, o filme, em certos momentos, cansa por sua duração e, também, em certas cenas, apresenta uma artificialidade em alguns cenários por CGI.

“Frankenstein” é um ótimo filme, com uma fotografia belíssima, ótimas atuações, uma boa ambientação e riqueza de detalhes.
Crítica Feita Por Lucas Peraro
Dito como o “projeto de seus sonhos”, pelo próprio Del Toro, a expectativa por esse filme era grande desde seu anúncio. Vários elementos do cinema do diretor estão presentes nessa clássica história. Os elementos místicos/sobrenaturais, o fascínio pelos “monstros”, e de certa forma, a fábula que ele gosta de trazer em suas obras. E aqui, esses elementos funcionam muito bem.

O ritmo é problemático em alguns momentos, especialmente quando a história é contada pelo ponto de vista do personagem do Oscar Isaac, o que me tirou da imersão em certas ocasiões. Porém, esse cansaço é recompensado pela última 1 hora do filme, onde há uma crescente considerável e a obra consegue transmitir tudo que queria. A fotografia, o design, a trilha sonora, os figurinos e o som encaixam perfeitamente com a unidade da obra, que de fato, impressiona muito e consegue trazer uma excepcional imersão. No geral, é um baita filme, consegue trazer importantes reflexões sobre o caráter do ser humano, o que molda cada um e nosso papel dentro desse mundo. Até aqui, foi a melhor adaptação da clássica obra da Mary Shelley que eu vi, apesar de certa inconstância no ritmo, é um filme que vale muito a pena ser visto.

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