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Crítica – Foi Apenas Um Acidente

Sinopse:

Em Foi Apenas um Acidente, um grupo de cidadãos organiza um plano de vingança contra um homem que eles acreditam ser seu torturador. Um mecânico chamado Vanid foi, certa vez, aprisionado pelas autoridades iranianas, interrogado de olhos vendados e torturado sem escrúpulos. Um dia, anos após os traumas do seu passado, um homem chamado Eghbal entra na oficina onde Vanid trabalha. Um acidente envolvendo um cachorro danifica o carro de Eghbal e o coloca no caminho de Vanid, numa artimanha do destino que irá mudar por completo a vida de ambos. Vanid reconhece Eghbal como o seu torturador pelo som da perna prostética que ele ainda ouve nos seus pesadelos. Determinado a se vingar do sujeito, o mecânico busca ajuda de outros prisioneiros para tentar descobrir se o homem com quem cruzou é, de fato, o agente do Estado que o dilacerou emocional e fisicamente.


Crítica Feita Por Lucas Clausen Peraro

A obra é dirigida por Jafar Panahi, um dos principais diretores iranianos no século, e sim, ele foi condenado á um ano de prisão no Irã por conta desse filme, por alegadamente ser uma peça de propaganda anti-regime e subversivo para a audiência, e é importante lembrar que Panahi já havia sido preso 2 vezes anteriormente.

O filme conta com muitos simbolismos políticos da realidade iraniana e conta com um final que ficará na sua cabeça por muito tempo.

Na minha visão, o 2 ato do filme é bem arrastado e acabando caindo um pouco no excelente ritmo que ele contava, além de algumas inserções cômicas que me tiraram um pouco da imersão, mas apesar disso, é um baita filme, que tem boas chances de indicação ao Oscar em 4 categorias, em melhor filme internacional, melhor roteiro, melhor diretor e até melhor filme

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