Sinopse:
Extermínio: O Templo dos Ossos acompanha as histórias de Dr. Kelson (Ralph Fiennes) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell), líder de uma seita aterrorizante. Na trama, enquanto Dr. Kelson arca com as consequências de uma relação chocante capaz de despertar uma mudança sem precedentes no mundo em que vivem, o contato de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal se torna um pesadelo inescapável. Se antes os infectados eram a maior ameaça para a sobrevivência humana, agora, a insensibilidade e a barbárie tomam conta de maneira brutal.
Crítica Feita Por Nuno Tavares
A diretora Nia DaCosta dirige muito bem o próximo capítulo dessa franquia, que no filme anterior foi dirigido por Danny Boyle. A diretora consegue trazer uma versão mais humanizada desse mundo tão cru e rígido, simpatizando na forma de convivência com os zumbis para tentar achar uma cura para a infecção.

O filme constrói a violência de uma forma bem estruturada, com cenas mais sangrentas e violentas, deixando o espectador com agonia e aflição em certos momentos. Além disso, o filme retrata de maneira eficaz o conflito entre humanos e criaturas, mostrando que os verdadeiros monstros são os humanos que podem manipular crianças e incentivá-las à violência, sem distinguir o certo do errado. A diretora estrutura muito bem um “vilão”, de forma certeira, a ponto de você torcer para que ele se ferre no final, junto com uma linda fotografia.

“Extermínio: O Templo dos Ossos” constrói uma reflexão sobre humanos e criaturas: quem são os monstros disso tudo? Além da bela fotografia, o filme apresenta cenas de ação mais frenéticas e uma narrativa bem estruturada, repleta de violência.
