Crítica de Ballerina (2025): Ana de Armas assume o protagonismo em um spin-off que aposta em ação estilizada, expansão narrativa e identidade própria. Nuno Tavares comenta os destaques e tropeços do novo capítulo do universo John Wick.
Sinopse
A trama segue uma assassina habilidosa, interpretada por Ana de Armas, que foi treinada nas tradições da organização Ruska Roma.

Crítica por Nuno Tavares
“Ballerina” é uma grata surpresa dentro do universo de John Wick. Ana de Armas entrega uma protagonista carismática e implacável, sustentando com firmeza um roteiro que sabe exatamente o que quer: expandir o mundo que já conhecemos com intensidade e elegância.
As cenas de ação são o grande destaque — coreografadas com precisão e visualmente impactantes, superando, em alguns momentos, até os próprios longas principais da franquia. Mas o que surpreende é como o filme não se perde apenas na pancadaria: há um esforço legítimo de contar uma boa história, contextualizando a protagonista e seu passado na Ruska Roma.
O ritmo, no entanto, sofre com um terceiro ato mais arrastado. A insistência em prolongar algumas sequências acaba cansando e diluindo o impacto final. Ainda assim, “Ballerina” entrega mais do que promete: é visualmente marcante, narrativamente funcional e com uma protagonista que tem potencial para liderar outros capítulos desse universo brutal.
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